Mas amigo é outra coisa. E é tão importante que nem consigo imaginar minha vida sem eles. E muitas vezes, por questões meramente geográficas, fico meses sem ver alguns deles e quando vejo é como se a última conversa tivesse sido ontem à noite. E isto vale para longas conversas ao telefone, quase madrugada, hora ótima para troca de ideias, para analisar o cotidiano de cada um. Aliás, adoro estes telefonemas sem pressa, nem interferências da vida lá fora. E vale até para velhas amigas, daquelas que conhecemos desde os tempos de colégio, ou para aquelas cuja amizade está se construindo a partir dos últimos dois anos. É muito bom fazer amigos. Claro que é preciso avaliar bem, prestar atenção nas pessoas; afinal, na maturidade não se quer errar. E também já não há tempo pra ser tão ingênua a ponto de achar que todas as pessoas que você acaba de conhecer querem ser sua amiga ou seu amigo porque você é a tal. Ou o tal.
Bobo é quem se acha. Além disto, os chatos de plantão sempre existirão. Os interesseiros, também. Mas nada que a intuição e a atenção não possam ajudar a separar o joio do trigo. Eu gosto muito de ter amigo antigo, de muitos e muitos anos. Acho mesmo que antiguidade é posto e desconfio muito de quem não tem amigo antigo. Mas gostei muito das descobertas que fiz, dos novos amigos que conquistei. Definitivamente, não vou plastificar minha caderneta de telefones. Afinal, amigo é tudo. Aliás, vou voltar a usar caderneta de telefones, vou comprar uma nova e deixar de ser refém do meu celular.
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